quinta-feira, 6 de agosto de 2009

BENDITO FIMZINHO

O finalzinho de uma caixa de bombom, o terminar de um divertido fim de semana, a volta de uma grande viagem, a última colherada de um saboroso pote de sorvete… Enfim, todo finalzinho é traumático mesmo. Ninguém quer que ele chegue. E, ultimamente, até o Fogão vinha sofrendo desse temido mal, porque era só o jogo entrar na sua fase derradeira, que o nosso time entregava o mamão. De bandeja. Foi assim um bocado de vezes, esse ano. Mas ontem, pra surpresa geral, a ampulheta virou a nosso favor. Tivemos mais uma pequena prova que a justiça tarda, mas não falha. E olha que ontem, diferentemente das outras vezes, fizemos por merecer mais um empatezinho maroto. Com um gol aos 46 minutos da etapa complementar, o Glorioso venceu o barueri aqui, dentro de casa. Foram três pontos essenciais para a nossa reação. Com eles, completamos 7 jogos sem perder e demos um tchau saudoso para o mês de julho, sendo o único time do campeonato a não conhecer derrota durante os 31 dias do sétimo mês. Concordo que não trata-se de um grande feito, mas já um excelente sinal de vontade. Estamos juntos com a Estrela, sempre.
Ah! Os detalhes da partida podem esperar um pouquinho, porque antes vou deixar mais uma indignação: era um jogo contra o modesto barueri (tudo bem, o time dos caras é mais arrumadinho do que muito grande por aí). E ainda por cima dentro de casa, no Niltão. Ora pombas, por que o Fogão não foi com força máxima pra cima dos paulistas? Três atacantes, sim senhor. Mas não. A anta do técnico manteve o time na mediocridade e na falta de criatividade. Tanto que, quando usou um pouco de ousadia, no fim, o resultado positivo apareceu. Não adianta ficar enxugando gelo. Querer que saia genialidade do Nem Fraco é o mesmo que exigir doutorado de um flamenguista. Não vamos encontrar nunca. Mas, o que importa é que vencemos e os bons ventos da vitória espalham até os lampejos de burrice que vêm do banco. O primeiro tempo começou com o Botafogo chegando bem. Fiquei até assustado, porque de cara o Lúcio Flávio chegou duas vezes de frente pro crime e perdeu chances clamorosas de nos colocar na frente. Quase, com direito a sonoros “Uuuullllllll!”, de verdade. Aos 36´, o Batista (que corre uma barbaridade e aparece em tudo o que é lado do campo) cabeceou e, no rebote, o André Lima mostrou sua primeira marca. De chapa ele colocou o coco pra esticar o traçado. 1X0 e o botão de start estava apertado, para começar a festa no estádio mais moderno do Brasil. Mas a síndrome do finzinho parecia que estava mantida, porque aos 44´ do 1º tempo, os caras empataram. Eita balde de água fria.

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