Muita calma nessa hora. Pelo menos por enquanto, não há muitos motivos para encaminharmos a vaca ao brejo mais próximo. Antes de dizermos que está tudo errado, que desse jeito não dá pra continuar etc e tal, precisamos lembrar que estávamos há mais um de um mês sem perder. Uma hora a derrota apareceria. E ela apareceu. No futebol, é quase impossível manter a invencibilidade nacional por longas temporadas. Dito isso, vale vermos agora o outro lado da moeda. Também fiquei puto da vida com o jeito que perdemos, mas o que vimos ontem já acontece há um bom tempo com o Botafogo. O nosso time, de forma impressionante, muda radicalmente de postura depois que sai na frente no placar. Na maioria dos jogos é a mesma história. Ontem, contra o são paulo, não foi diferente. E o exercício para saber se isso é verdade, é simples: Zé, basta reler umas colunas mais recentes daqui, do nosso espaço, e encontrar a repetição do mesmo fato. É assim, começamos bem a partida, trocamos a bola com domínio, marcamos direitinho e chegamos ao primeiro gol. Pronto. Daí pra lá a maionese desanda. Se é psicológico, se é problema de preparo físico, de acomodação, de falta de comprometimento, não sei. O que tenho certeza é que alguém precisa levantar essa bandeira e mostrar o problema pra eles mesmos – os jogadores – cobrando uma melhora imediata. Esse time não tem base para manter a pressão. Perder é compreensível. Agora, perder com falta de vontade é execrável. Mudança de postura, já.
Na noite de ontem, lá na Terra da Garoa, quem assistiu ao início da partida notou facilmente a superioridade Alvinegra. Aí, o lateral estreante Michael encontrou o Lúcio Flávio na porta da grande área. Ele deu um belo passe pro nosso camisa 10, que esticou o caroço com violência. Um canudo, no cantinho. 1X0 para a comemoração e também para anunciar o nosso pé atolado no freio. Daí em diante o sampa foi ganhando espaço, virando o jogo e marcando gols. O goleirinho Castillo fez um pênalti afobado e garantiu o empate paulista. Em seguida, o Eduardo tentou um balão dentro da nossa área e entregou a virada: 1X2. Infelizmente, esses dois jogadores foram um capitulo à parte. O primeiro, não trouxe e não traz a menor segurança no gol. As balizas se agigantam sobre o Castillo. Se quem está na arquibancada sente isso, imagina quem está em campo. Ele está mais para goleiro de handebol do que futebol. Fica balançando os braços insistentemente como se aquilo fosse aumentar a sua massa corporal. Mais triste ainda é ver a diretoria dizendo que o Botafogo não precisa de um goleiro. Concordo. O Fogão, hoje em dia, não precisa de um goleiro só. Precisa de dois. E urgentemente. Volta Jefferson, por favor. Agora, o Eduardo – que não sabe se é zagueiro, lateral ou meio-campo – deu uma aula de como jogar com o botão do “foda-se” ligado no último volume. Há muito tempo eu não via tanta displicência na mesma função. E detalhe: por jogar dessa forma descompromissada, ele foi premiado com a permanência em campo, o tempo todo. Belo gesto, Ney Franco. Mais uma vez, é assim que se mostra comando e pulso firme. Outra coisa: se o Jean Coral é o primeiro investimento do Fundo Botafogo, pode anotar que este Fundo está caminhando para o fundo do poço mesmo. Imagina se o André Lima não tivesse sido contratado, teríamos que ficar engolindo esse cara muito mais tempo. Um ataque com Jean Coral mata mais do que gripe suína. Mata de tristeza.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
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